Outra teoria divergente advoga uma violenta alteração climática como agente desencadeador do processo de extinção. Caracterizada por uma queda acentuada na temperatura global e pela inundação de longas áreas de terra, essa alteração climática teria causado a morte súbita de espécies vegetais e animais intolerantes a mudanças no clima. Já as inundações, forçaram centenas de espécies a migrar para novas áreas que, na maioria das vezes, não se enquadravam no modelo de hábitat ao qual essas espécies estavam adaptadas. Muitos dinossauros nem sequer puderam migrar, pois ficaram ilhados devido aos alagamentos. Com a morte da maior parte da vida vegetal, todos os níveis tróficos da teia alimentar de então foram gravemente afetados e os biomas terrestres entraram em colapso, a falta de comida e os níveis de competição conduziram os dinossauros restantes a uma morte lenta e inevitável.
Essa teoria generaliza demais os aspectos da extinção K-T e por isso não tem sido muito aceita. Não se pode comprovar que tantas espécies vegetais morreriam devido a uma mudança no clima e, mesmo que a maioria morresse, acredita-se que algumas espécies pudessem sobreviver e continuar servindo de alimento para alguns dinossauros herbívoros que não teriam morrido com as alterações no clima, já que muitos dinossauros, principalmente os de grande porte, poderiam ser tolerantes a mudanças nos fatores abióticos dos ecossistemas em que viviam.

Duas catástrofes distintas A descoberta de que a extinção dos dinossauros teria ocorrido milhares de anos após a queda do asteróide obrigou, contudo, a reconsiderar todas as teorias alternativas anteriormente propostas.
Surge então uma nova hipótese, bastante aceita atualmente, segundo a qual o asteróide não teria, só por si, causado a extinção K-T, mas teria agido em conjugação com outro fenômeno distinto, cuja ação se manifestou apenas milhares de anos mais tarde. De fato, é muito provável que após a queda do asteróide, alterações climáticas significativas que se teriam verificado tenham concorrido para o desaparecimento das restantes espécies animais e vegetais. Esta "nova" hipótese explicativa corresponde de fato à "união" de outras duas. |