Impacto de asteróide com a Terra

     
 
Autor: Cristopher Lee Bechtold
Data de Entrada: 01/01/2008
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Fonte: Fonte cedido pelo próprio Autor.
 
     

     
 

O físico americano Luis Walter Alvarez, vencedor do Prêmio Nobel de Física de 1968, e seu filho Walter Alvarez foram os primeiros a propor oficialmente[3] que os dinossauros teriam sido extintos devido ao impacto de um asteróide com a Terra. Essa idéia, formulada em 1980 e publicada em 1982, evoluiu e atualmente desponta como a melhor teoria para explicar o fim dos dinossauros. O primeiro indício de que essa teoria estaria correta surgiu em 1978 com a descoberta de uma fina camada de irídio nas rochas que se formaram no fim do período Cretáceo. O irídio é um elemento raro no planeta Terra, mas é encontrado com freqüência em asteróides e cometas. A segunda evidência a favor dessa teoria veio com a descoberta de uma enorme cratera soterrada em Chicxulub, no Estado de Iucatã, México, medindo cerca de 180 quilômetros de diâmetro[4]. De acordo com diversos estudos, o asteróide que caiu no México tinha mais de 10 quilômetros de diâmetro e o impacto dele com a Terra liberou energia equivalente a da explosão de cinco bilhões de bombas atômicas como as usadas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945 (o que corresponde a cerca de 100 mil gigatons de TNT[5]). Um impacto dessas dimensões teria erguido poeira e terra suficientes para tapar a luz do Sol durante anos, matando assim a maior parte das espécies vegetais que necessitavam fazer fotossíntese para viver. Sem os vegetais os dinossauros herbívoros acabaram morrendo de fome e, sem esses, os dinossauros carnívoros morreram também. Essa reação em cadeia teria causado a extinção total dos dinossauros.

A colisão do asteróide com a Terra desencadeou uma série de tragédias ecológicas[6]. Com o impacto, alguns detritos foram arremessados até o espaço e entraram na órbita da Terra, onde ficaram por algum tempo e só depois caíram. Os incêndios em escala global e a liberação de grandes quantidades de gás carbônico (CO2) na atmosfera causaram o efeito estufa. Com o calor, as moléculas de nitrogênio e oxigênio se quebraram e se combinaram com o hidrogênio formando o ácido nítrico (HNO3). Sucederam-se então longos períodos de chuva ácida, prejudicando ainda mais a vida terrestre. Paralela e consecutivamente, o aumento da acidez e da temperatura dos oceanos afetou gravemente os ecossistemas marinhos.

Já foram encontradas várias outras crateras menores com idade aproximada de 65,5 milhões de anos. Acredita-se que os asteróides responsáveis por tais crateras possam ter sido companheiros do asteróide que caiu no México naquela mesma época. Dentre estas crateras destacam-se a cratera de Boltysh na Ucrânia (com 24 quilômetros de diâmetro), a cratera de Silverpit na costa do Reino Unido (com 20 quilômetros de diâmetro), a cratera de Eagle Butte em Alberta, Canadá (com cerca de 10 quilômetros de diâmetro) e a cratera de Vista Alegre no sul do Brasil (com 9,5 quilômetros de diâmetro).

Embora bastante consistente, a teoria do impacto de um asteróide com a Terra há 65,5 milhões de anos pode não estar correta. Pesquisas recentes[7][8] concluíram que o impacto de asteróide em Chicxulub ocorreu 300 mil anos antes do grande extermínio.

Também existe a possibilidade de que milhares de anos depois da queda do asteróide na América do Norte outro asteróide tenha se chocado com o planeta, mas dessa vez o impacto teria sido no oceano e, por isso, os seus vestígios ainda não foram encontrados. Dependendo do tamanho desse suposto segundo asteróide, o impacto no oceano teria causado imensas tsunamis que teriam varrido a costa de vários continentes e concluído com o extermínio dos dinossauros e das demais espécies extintas. Um grande reforço a esta hipótese surgiu em 1987 com a descoberta de uma cratera submarina na Nova Escócia, Canadá, conhecida atualmente como cratera de Montagnais. A cratera de Montagnais possui uma idade aproximada de 65,5 milhões de anos e um diâmetro de cerca de 45 quilômetros, em virtude disso muitos estudiosos afirmam que a mesma possa ter tido relação direta com a extinção K-T.


 
     

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Feito por Cristopher Lee / Aline Del-Vecchio